Queiti - a energia da terraCuidado com o BPI

Compra e venda de propriedades no Algarve

O COMÉRCIO DA DROGA

O problema fulcral do uso e consumo de droga prende-se com a facilidade de acesso, por parte dos jovens, sempre que estes pretendam iniciar-se no consumo.
Ou porque se assiste ao ritual de preparação do caldo, ou porque alguém comprou e pode dispensar um pouco, ou ainda por qualquer uma das mil razões que levam um jovem até ao primeiro xuto, o que está sempre presente é a possibilidade de adquirir com extrema facilidade o produto da iniciação.
Pese qualquer esforço no sentido de combater o tráfico, de limitar os supermercados da droga, de penalizar os traficantes, dos programas de desintoxicação, da metadona, etc., a experiência diz-nos a todos que por aí não se vai a parte alguma que não seja a do aumento desenfreado, assustador e destrutivo do número de jovens que diariamente se perdem no seu consumo.
A solução que passo a apresentar é tão simples que quase me atrevo a pensar que ainda não foi implementada, não por ninguém a ter pensado, mas por haver interesses que o impedem. A ser assim - e nem quero acreditar que o seja - o crime vai muito para lá dos meros traficantes, incluindo então gente de colarinho branco lucrando com a ruína e destruição de uma juventude sofredora:
Todo e qualquer viciado, sem qualquer tipo de discriminação, após sujeitar-se a um exame médico que confirme a sua situação, passará diariamente a receber gratuitamente as doses de heroína ou cocaína que lhe sejam necessárias, ministradas por pessoal especializado e credenciado em centros hospitalares devidamente preparados e equipados.
Pronto, é só isto!
A partir daqui os traficantes vendem droga a quem? Um potencial novo consumidor compra onde?
O risco da importação e tráfico de estupefacientes só se justifica havendo um número razoável de compradores; o tráfico não se faz tendo em mira potenciais novos consumidores. Não havendo compradores porque carga de água alguém persistiria em colocar à venda um produto sem procura?
Para os "agarrados" garante-se-lhes a pureza do produto que consomem, impede-se-lhes a necessidade de se prostituírem ou recorrerem ao crime para conseguir o dinheiro para a dose, diminuindo-se ainda drasticamente o risco de contágio de doenças infecciosas.
Aos nossos filhos - e é este o ponto mais importante do sistema - vedamo-lhes o acesso à droga porque não vão decerto encontrar onde a comprar!
Como contribuintes, fica-nos mais barato importar anualmente umas quantas toneladas de cocaína que pagar toda a actual parafernália de esquemas que cercam o fenómeno da droga. (Será que todos os que vivem hoje do facto de existirem drogados - "clínicas", "associações", "centros", "gabinetes", "especialistas", "acompanhantes", "psicólogos", etc. etc. etc. - poderão um dia viver fora disso?).

Vinte Valores!

O fenómeno só se estanca combatendo um cartel com um monopólio mais forte.
O Estado deve nacionalizar imediatamente o negócio da droga criando um monopólio que "seque" toda a concorrência!

...A sociedade está hoje alicerçada em acordo com essa nova realidade: o consumo desregrado de drogas.
Uma miríade de profissionais depende dela para prover o seu próprio sustento e necessidades.
É impensável que um técnico de desintoxicação ou o proprietário de uma clínica de recuperação desejem verdadeiramente o fim deste flagelo:
Viveriam então de quê?
...E são já muitos milhares os novos dependentes desta outra realidade!
Tal como os assistentes sociais necessitam de pobres para justificar os seus empregos.
Tal como as igrejas necessitam da desgraça para providenciar o seu auxílio.

Cópias fiéis, indistinguíveis do original dos melhores relógios do mundo
Editora Europa América À beira da falência

TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO BENVINDOS!
para:

Quer mais coisas interessantes?
Leia estes textos

A crónica crise estrutural (e a consequente crise económica) deste país resolve-se em três tempos.
Que "alguém" nos pergunte como.

Barlavento Electronico - a informação isenta sem complexos, rabos-de-palha, telhados de vidro, cargos, tachos e quejandos que vão coartando e amordaçando aos poucos a informação regional. Barlavento Electrónico não defende especialmente qualquer côr, credo, religião ou opinião; apenas pretende dar espaço a todos os que sentem necessidade de expressar o que lhes vai na alma. Por muito pouco que estas páginas possam contribuir por alguma forma para que alguém se sinta melhor com o mundo, será razão suficiente para que continuemos este esforço roubado às horas de sono!

28-10-2002
oi,estou a fazer uma reportagem sobre a reinserção dos ex toxicodependentes na sociedade como trabalho de final de curso, se por acaso alguem que tenha tido experiencias com a droga queira dar o seu depoimento ou desabafo iria ajudar bastante.obrigada e força...
andreiataty@hotmail.com

Grito de desespero de uma jovem
(Email recebido em 29 de Maio de 2001)

Em primeiro lugar quero elogiar o seu trabalho e a maneira como o diz.
Sou uma jovem que se meteu no meio desta vida, á coisa de ano e meio, e gostava de lhe contar o que se passou comigo:
Eu andava na secundária e mantinha o mesmo grupo de amigos há mais de 2 anos. De repente dei conta que metade deles tinham começado a consumir heroina!
Fui sempre contra isso mas não foi por isso que me afastei deles...
Eles nunca o fizeram à minha frente, sempre aceitaram o meu ponto de vista e assim eu também fui aceitando o deles!
O tempo foi passando e eu nunca experimentei, até que passados 2 anos, num dia em que eu estava muito mal não resisti e fui ter com um deles pedindo para me dar um pouco! Esse meu amigo negou, mas tanto pedi que acabou por me dar um pouco para fumar... Gostei logo e desde então passei a consumir de vez em quando...
Passado alguns meses já andava a consumir quase todos os dias...
Entrei para a Universidade mas dei-me mal lá. Só queria vir para a minha terra e refugiar-me nos meus amigos e na nova maneira que encontrara para me sentir bem...
O tempo foi passando e nos dias de hoje encontro-me a vender droga para sustentar o meu vício (embora nunca me tenha picado), tive que desistir da Universidade este ano; encontro-me sozinha nesta podridão sem conseguir ter força de vontade para sair...
Mas é assim, as pessoas pensam que quem se mete nisto, torna-se naquelas pessoas como se vê por exemplo no Casal Ventoso, mas nem sempre é assim, pois como eu há muitos... Sim consumo mas não ando a roubar, não peço dinheiro, não me tornei numa pessoa que já nada tem a perder, sem sentimentos, que se tornou numa drogada como as pessoas pensam...
Sim sou toxicodepente, mas continuo com os meus ideais, os meus sonhos, a minha maneira de pensar e de ser, mudei em muitos aspectos, mas basicamente sou a mesma...
E não pensem que eu gosto do que faço, pelo contrário odeio no que me tornei, odeio que uma substância mande em mim.
Mas o que eu quero dizer é que deixem de pensar que quem se mete na heroína se torna numa pessoa non-grata, um parasita, um não-ser, porque nem todos somos iguais, nem todos são como aqueles que se não se ralam com os outros, nem todos se chutam ou fazem tudo o que for preciso para conseguir um pouco de heroina para matar o vício. Nem todos se tornam assim, eu sou um exemplo disso... Não digo que sou uma pessoa normal porque não sou, mas consigo estar no meio de todos sem ninguém dar conta no que eu me meto...
E já ando nisto há algum tempo; já vi toda a podridão que há para ver neste meio, mas vou conseguindo ser forte e não me tornar como eles, só tenho é que arranjar a força para deixar esta vida de vez.

Sabe como ajudar?

Isa.
Não sei se a minha ajuda,ajuda mt mas para a pessoa que escreveu isto:
"Grito de desespero de uma jovem"
Em primeiro lugar quero elogiar o seu trabalho e a maneira como o diz.
Sou uma jovem que se meteu no meio desta vida, á coisa de ano e meio, ajuda mt mas o que tenho a dizer á joven ....."
gostava de lhe dizer que existem Familias anonimas ou para toxicodependentes existe Narcóticos anónimos é so procurar páginas amarelas listas telefonicas e encontram de certeza o numero de telefone de alguns...
isto são reuniões semanais que ajudam mts pessoas e ja fizeram mts casos de sucesso...
Obrigado pela atenção!!!
Isa

Testemunho:
É pena que o governo por vezes só veja o que lhe interessa porque senão já teria tentado resolver esta questão. Que façam algo que realmente resulte, e se querem a minha opinião: as salas de chuto não vão dar em nada, não vai ser por isso que vão deixar de existir drogados, ne? A única coisa que pode surgir è um pouco de concorrência aos traficantes. Mas isto é só a minha opinião; não tenho qualquer experiência no assunto, falo por aquilo que ouço falar. Continuem a lutar pelas vossas ideias e talvez um dia tudo se resolva. Mas ninguém pode falar por aqueles que consomem, e que sabem realmente o que é ter de suportar certas coisas que só eles mesmos sabem. Legalizem as drogas leves assim não haverá certas pessoas presas por quase nada, e haverá muito mais concorrência aos traficantes.
Não sou consumidora de qualquer tipo de drogas mas isso para já não interessa, porque o que eu queria dizer é: Parabéns pelos vossos testemunhos e ideias, porque acredito que se toda a gente pensasse como `nos`, Portugal já teria reparado que a forma como está a combater o problema não nos leva a lado nenhum.
Não basta criar salas de chuto ou pôr a GNR atrás dos traficantes, isso só serve para que haja cada vez mais gente nas prisões para nada! Sou totalmente a favor da legalização da droga, pelo menos marijuana (droga considerada leve) porque talvez assim o fruto proibido deixe de ser o mais apetecido, alem disso já existem inúmeros países que legalizaram certas drogas. Lembrem-se que a vida é altamente, mais ainda sem drogas!

Tânia.
(25-03-2002)
Obtive este mail através de um link, inserido no final de uma carta intitulada " Grito de desespero de uma jovem ", quando fazia uma pesquisa sobre a heriona.
Gostava muito de me comunicar com a jovem que escreveu o texto ou com alguém relacionado com este horror tão poderoso que destroi familias,sonhos e sentimentos.
Também sei o que é a tristeza deste meio,não por lá estar, felizmente, mas pelo erro de amar alguém que se entregou.
Felizmente estou do lado de fora, mas mesmo assim não sei quem sofre mais, se quem tem um escape para o vazio, se quem tem que ver, sem qualquer explicação lógica, a pessoa que se ama a entrar na escuridão frias. Não sei quem está mais só se eles se nós que com eles sofremos, impotentes.
Gostava de ter alguém com quem falar, alguém que me esplicasse, alguém que pudesse compreender o outro lado.
O meu nome é Tânia o meu e - mail é
xacobeo2001@hotmail.com

...A propósito:

INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
NA CELEBRAÇÃO DO 166°. ANIVERSÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


(...) Sabemos hoje que só a economia global da droga ultrapassa já a economia global do petróleo. E que os fabulosos lucros ilícitos de todos aqueles tráficos, após cuidadosas operações de branqueamento, são depois canalizados para o sector económico legal, de cujas alavancas se vão assenhoreando, bem como do correspondente poder. Por este caminho, as forças do mal conquistarão a direcção do Mundo.
E também sabemos que as políticas criminais do passado são pouco menos do que inúteis no combate a este novo flagelo. Combater o crime organizado a nível global em moldes empresariais e científicos, abençoado por todos os sacramentos das modernas tecnologias, através de policias nacionais e artesanais, de juízes de comarca espartilhados em leis territorialmente circunscritas, quando não arcaicas, e de instrumentos científicos do tempo da Maria Castanha, é enganarmo-nos a nós próprios.
O mais das vezes, do que se precisa não é de investigações policiais, de condenações judiciais, e de encarceramentos prisionais que só apanham, quando apanham, o peixe miúdo, mas de medidas políticas, o mais possível a montante da criminalidade a combater .
Ninguém desconhece que, a generalidade da nossa população prisional, são os "sans coulote" da marginalidade social, sendo mais do que rara a identificação, e ainda menos a prisão, de um criminoso dito de "colarinho branco". Esse é amigo do Rei, priva com poderosos e corrompe-os, ou mete-lhes sereias na cama. Recebe condecorações e, por desfastio, dedica-se também a obras de caridade.
Ninguém desconhece que cerca de metade da população prisional está na cadeia porque foi apanhada nas malhas da toxicodependência. Apesar disso continuamos a potenciar os lucros dos cartéis da droga, encarecendo-a até limites que deixam o ouro a perder de vista, através da proibição do seu comércio. Os cartéis, reconhecidos, agradecem.
E será que sou o único a pensar que a liberalização do comércio de drogas — que acarretaria de imediato o fim do lucro e do crime ligados ao seu tráfico — é mais difícil de concretizar por razões advindas da lógica dos interesses do que da lógica dos princípios? Se assim é, que salvação podemos ter? (...)

Quer mais coisas interessantes?
Leia estes textos

Sex Shop on line em Portugal

 

 

 

http://badbank.bluemoondomain.com/